sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

POETA PRISIONEIRO



Era uma vez um poeta.
Vivia para escrever e compor obras ímpares!
Era algo que ninguém poderia tirar dele.
O pensar e o redigir era seu alimento.
Sua alma vibrava a cada iluminação.
Sentia o refrigério como quem sente a brisa fresca da manhã.
Verdadeiramente o poeta sabia para que veio ao mundo.

Um belo dia, forçado “pela vida”, o poeta se tornou operário.
Trabalhava muito. Quase não tinha mais tempo para utilizar da criação como inspiração de vida.
Entendia e sabia que o trabalho é uma dádiva e que também dignificava o homem.
Mas os elogios já não eram os mesmos, e sabia que por mais que tentasse, suas produções não seriam iguais aos seus escritos.
Então, muito triste, o poeta chorou.
Lamentou e pranteou por não poder usar mais de seus dons e talentos para encantar a vida como fizera em outras épocas.

Aquele sentimento foi tão forte que até sua produção havia diminuído durante seu turno.
Simplesmente se perguntava: Por que?
Por que a vida nos traz o ar, os frutos, as pessoas, as cores, os amores, as amizades, até mesmo as dores , se nem ao menos tenho tempo para escrever sobre elas?
Temos pessoas ao nosso redor, mas não podemos conhecê-las.
Temos frutos e comidas maravilhosas, mas também temos pouco mais de minutos para degusta-las.
Temos até mesmo o dinheiro, sem o qual ninguém vive, mas infelizmente, não tenho mais tempo para gasta-lo.

Hoje compreendo, que aqui nesta terra, não trabalhamos para viver, mas vivemos para trabalhar.
Antes, tinha tudo que precisava, talvez não o tanto quanto gostaria de ter, mas ao menos compreendia o que era viver.
Hoje, exatamente agora, fico aqui, de mola em mola, dispensando meu suor naquilo que não é viver.
E minhas poesias! Nem se quer tenho tempo para escrevê-las.

O mundo pode tirar o lápis e o papel de minhas mãos, mas jamais vão retirar a poesia que flui do meu coração.
O homem pode se tornar prisioneiro de um sistema, mas o espírito continua e sempre será o mesmo, trazendo à memória o motivo de sua verdadeira existência.
Você é aquilo que você come? Veste? Vê? Faz? Não sei.
Só sei que sou um poeta prisioneiro e que não sou mais o que produzo.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A FILHA PRÓDIGA


ILUSTRAÇÃO
Era uma vez um negociante que tinha uma filha, prendada, bonita e
inteligente. Filha única, tornara-se o alvo de todo o afeto e de todas as
esperanças de seus pais. Possuidores de muito dinheiro, conseguia a
jovem tudo quanto desejava, mas o seu coração era vazio. Nada havia
que não estivesse ao alcance de suas mãos.
Entregou-se de corpo e alma aos divertimentos profanos. Percebia,
entretanto, que a felicidade que buscava, dando pasto às paixões, estava
um pouco adiante das suas realizações. Foi de queda em queda e, depois,
de abismo em abismo. Entrou pelos lupanares a dentro, chegando aos
lugares mais abjetos. Recebeu insultos e tapas de miseráveis. Mas no
fundo de seu coração guardava imperecível o seu amor para com os pais.
Os duros desenganos, longe de apagar o seu afeto filial, mais o
intensificavam.
Certa noite recebeu a visita de um dos seus amigos favoritos, moço
de boa família e de acurada educação. Estava, entretanto, completamente
transformado, o rosto cheio de manchas, a boca infecta, o bafo
impregnado de vapores alcoólicos. Ele tentou agarrá-la, mas ela fugiulhe.
– Você tem medo de mim? – perguntou-lhe. – Sou um farrapo de
homem... Uma pústula social... Você está certa. É verdade. Mas eu sou
apenas um espelho onde poderá também contemplar o seu próprio rosto
... Que é da menina de outrora? da moça rica? da jovem elegante? Um
farrapo, também. . .
Foi somente nesse dia que a pobre decaída compreendeu a
magnitude de sua miséria, moral e física. Resolveu atirar-se em baixo de
uma locomotiva. Tinha apenas um desejo para satisfazer, antes da morte:
ouvir a voz saudosa da querida mãe.
Dispôs de tudo quanto tinha, distribuiu entre suas infelizes
companheiras as roupas e objetos de estimação, preparando-se, depois,
para uma longa viagem, onde haveria uma interrupção, seguindo-se a
eternidade.
Viajou todo o dia, concentrada em si, recordando os dias mais
felizes de seu passado, a juventude e a meninice.
E a viagem prolongou-se pela noite a dentro. Checou, pela
madrugada, à sua terra natal. Temendo que o dia a surpreendesse, foi da
estação a pé à casa de seus pais. Pretendia encostar o ouvido à porta,
esperar que sua mãe se levantasse, na alvorada, como de costume, dentro
de uma ou duas horas, ouvi-la chamando pelo marido, e depois retirar-se,
como se fosse uma ladra receosa da chusma de perseguidores.
Fez como havia pensado, mas, ao sentar-se na soleira, ao colocar o
ouvido à porta, percebeu que estava aberta e se moveu sobre os gonzos.
Lá dentro se ouvia barulho, chinelos se arrastavam, cadeiras eram
empurradas. O coração batia descompassadamente, mas não tinha forças
para se levantar.
Então abriu-se a porta e surgiu de dentro, com a lamparina na mão,
a estremecida velhinha por quem viera de tão longe.
– Minha mãe, perdoe-me, – disse banhada em lágrimas. – Não
queria entristecê-la com minha presença. Desejava apenas ouvir sua voz,
pela última vez, antes da morte, mas a porta estava aberta... Não foi
culpa minha...
Levantando-a, carinhosamente, beijando-a na face, sua mãe lhe
respondeu:
– Filha, desde que você partiu nunca mais esta porta se fechou, nem
esta lamparina ficou sem chama durante a noite. Quantas vezes o vento
fez ranger os gonzos, tantas vezes me levantei, pensando que você estava
de volta. Não queria que minha filha viesse um dia procurar-me e
pensasse que esta porta não lhe seria aberta...

MORREU POR ELA

Um vapor fora de encontro a uma montanha de gelo, que lhe
causara grande rombo.
Não havendo barcos salva-vidas para todos os passageiros, o
comandante, rapidamente, numerou tantas papeletas quantos eram os
lugares nos barcos e misturou-as com outras em branco, que somavam o
número dos passageiros.
Quem tirasse papeleta numerada, iria para o barco, quem tirasse
papeleta em branco, pereceria com o navio.
Havia um casal com uma filhinha, o marido tirou papeleta
numerada e a mulher papeleta em branco.
Ele, rapidamente, levou a esposa para o barco, colocou-a em seu
lugar, e pondo-lhe a filhinha nos braços, disse: "Quando ela tiver doze
anos, conte-lhe o que está acontecendo hoje, e que o pai morreu para
salvá-la."
Onze anos mais tarde a mãe cumpriu o último desejo do marido, e
no dia que a filha cumpria o 12º aniversário, contou a história. Depois de
ouvir, admirada, tão impressionante história, subiu a uma cadeira,
colocada debaixo do retrato do pai e, tendo-lhe admirado a face por
alguns minutos, em profundo silêncio, disse: "Eu te amo, papai, eu te
amo, porque morreste em meu lugar."
Há Um que morreu em meu lugar e em teu lugar. Vamos amá-Lo!

PEGADAS NA AREIA


ILUSTRAÇÃO


Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do céu,
passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de
pegadas na areia: um era meu e o Outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para
trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da
minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei, também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e
angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me deveras e perguntei, então,
ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu
andarias sempre comigo, todo o caminho; mas notei que, durante as
maiores tribulações do meu viver, havia na areia dos caminhos da vida
apenas um par de pegadas. Não compreendo por que nas horas em que
eu mais necessitava de Ti me deixaste.
O Senhor me respondeu:
- Meu precioso filho, eu te amo e jamais te deixarei nas horas da tua
prova e do teu sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de
pegadas, foi exatamente aí que Eu te carreguei nos braços.









quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CICATRIZES - MARCAS - SOFRIMENTO

2 Co 11.24-31
em seu nome?

William Walton (Inglaterra)

MINHA ORAÇÃO DE HOJE

Senhor Jesus,

Obrigado por este dia. Pela oportunidade de sentir a vida por mais algumas horas.
Olho para as coisas que o Senhor criou e vejo o quão és grandioso e perfeito, e que da mesma forma que criaste o mundo e o planejaste, assim és também com a minha vida. Obrigado.

Obrigado Jesus por cuidar de mim e estar comigo nas minhas dúvidas, dificuldades e lutas, pois é através de sua força e de sua vitória que posso prosseguir de cabeça erguida.

Quero ser um filho mais obediente e agradar o seu coração Pai, da mesma forma que o filho obedeceu ao Senhor eu também quero te obedecer, ainda que não entenda os teus propósitos, sei quem Tu és!

Quero viver de uma forma a agradar teu coração Deus, arrancar gargalhadas de teus lábios e de uma forma carinhosa me relacionar contigo.

Jesus não vejo a hora de te abraçar e de dizer o quanto eu te amo. Não que esse amor seja paradigma, mas é o que hoje eu posso te oferecer.

Obrigado por me amar incondicionalmente e infinitamente mais do que eu poderia. Só o Senhor é Deus!

Coloco meus familiares, amigos e a todos que amo Senhor, em tuas mãos. Para que eles sintam tua proteção, teu amor, tua provisão e que de forma alguma percam a alegria de viver. Mas que possam encontrar a beleza na simplicidade e a alegria em tua graça.

Te amo Jesus, não da forma que gostaria de amar, mas é o que eu tenho para te ofertar neste momento.

Obrigado por estar comigo sempre

Toca o meu coração e guia os meus passos para teus caminhos. Faça com que eu trilhe caminhos retos Senhor, para que os que vierem atrás não se desviem por causa do meus exemplos.

Confio em Ti Deus, pois sei que existe e reina. Creio Jesus, que estás vivo e ressurreto, e por isso podes todas as coisas.

Fica comigo ...

Em nome de Jesus,

amem ...

TEMPO DE PLANTAR


Por Tom Ascol
Na igreja primitiva, a evangelização e a implantação de igrejas andavam lado a lado. De fato, não havia outra alternativa, porque, onde o evangelho penetrava e as pessoas se convertiam, se elas tinham de reunir-se como igreja, um corpo era estabelecido. Os novos crentes de Éfeso não podiam ser integrados às várias igrejas da cidade. Tinham de tornar-se parte de uma nova igreja.



Esta é uma conclusão inevitável do livro de Atos: onde a evangelização resultava em pessoas tornando-se seguidores de Cristo, ali novas igrejas eram plantadas. A primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé demonstra isso claramente. Em seu retorno à igreja de origem, em Antioquia, eles visitaram outra vez os novos convertidos que haviam sido ganhados para Cristo nas cidades da Galácia e da Frígia. Lucas nos diz que eles voltaram por aquelas cidades e fortaleceram “a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé” e promoveram, “em cada igreja, a eleição de presbíteros” (At 14.22-23).



A evangelização resultou em novos discípulos que se uniram em igrejas locais. Essa foi a maneira como as igrejas do século I foram plantadas. Hoje, se formos honestos, teremos de admitir que muitas de nossas igrejas novas resultam de pecado, e não de evangelização. Se as igrejas que começaram como resultado de separação de outra igreja deixassem de existir, o número de igrejas evangélicas diminuiria grandemente.



Não estou dizendo que não é correto o crente deixar uma igreja para começar outra. Às vezes, essa é única opção disponível. Em uma época em que muitas igrejas perderam o evangelho, tal opção é comum, pois tem de haver alguma ruptura em igrejas que se esforçam para recuperar o evangelho. A obra de reforma e renovação da igreja é muito importante e bastante necessária; e as consequências que acompanham esse esforço são, às vezes, inicialmente muito dolorosas.



No entanto, o compromisso com a reforma da igreja nunca deve se tornar uma desculpa para negligenciarmos a implantação de igrejas. Pela graça de Deus, mais e mais pastores e igrejas estão pensando sobre e tomando os passos para se tornarem ativamente envolvidos na obra de começar novas igrejas. O tema da Conferência Nacional Founders, em 2008, abordou tanto a reforma como a implantação de igrejas. Cada igreja precisa cultivar um compromisso permanente com ambas as coisas.



Ore ao Senhor pedindo-Lhe que desperte entre nós maior paixão pela ampliação de seu reino, enviando mais obreiros para a sua seara, para que vejamos pessoas convertidas e novas igrejas implantadas.



Tradução: Pr. Wellington Ferreira

© Editora FIEL 2009.



FONTE:http://surita-farabotti.blogspot.com/